Primeira baixa no governo Carlos Moisés

 

O professor do IFSC, Tiago Savi Mondo, desistiu de ser o presidente da Santur, órgão que fomenta o turismo em Santa Catarina, durante o fim de semana. Ele foi anunciado na semana passada pelo próprio governador Carlos Moisés e a vice-governadora Daniela Reinehr, e já estava trabalhando nos bastidores em um planejamento para desenvolver o turismo do estado.

No fim de semana, divulgou uma carta à imprensa onde explicou os motivos de declinar do cargo de presidente da Santur. De acordo com o próprio professor Tiago Savi Mondo, uma manifestação política feita por ele no Facebook durante o período eleitoral, teria provocado reações que estariam indo contra os seus princípios e a ética que tem. Ainda de acordo com ele, aceitou o cargo entender que a escolha de Moisés foi técnica, mas que nos últimos dias, interferências político-partidárias estariam colocando em xeque a sua atuação à frente da Santur e por isso desistiu de seguir no cargo.

Na carta, Tiago Savi Mondo diz que estava feliz por ter começado um planejamento para desenvolver o turismo, mas por outro lado triste já que não poderia estar colocando em prática suas ideias por conta de não estar alinhado com algumas ideias políticas. Mesmo assim, o professor parabenizou o governador Carlos Moisés e deixou um recado: disse que o governador precisa ter cuidado. Mas que entendeu que Carlos Moisés é uma pessoa honesta e com vontade de fazer diferente. Tiago Savi Mondo se despediu falando que volta a ser professor do IFSC a partir de fevereiro e continua dando consultorias e desejou boa sorte ao futuro gestor da Santur.

O que aconteceu

Tudo indica que o professor Tiago Savi Mondo sofreu interferências dentro do próprio PSL e da equipe de governo para abandonar o cargo. Provavelmente foi questionado por suas posições políticas que ele mesmo fez questão de expor durante o período eleitoral. Fez posts no Facebook defendendo um candidato à presidência diferente do que apoiava o PSL, de Carlos Moisés. E Tiago Savi Mondo deixou bem claro essa insatisfação na carta divulgada à imprensa onde colocou que um post no Facebook parece ter sido mais relevante que os 15 anos que tem de atuação na área do turismo como professor e consultor. Ficou visivelmente chateado com essas interferências políticas e com os questionamentos a respeito da sua escolha política na campanha eleitoral à presidência da república, muito embora também tenha apoiado Carlos Moisés para governador de Santa Catarina. Não se sentiu confortável sendo questionado a respeito de suas ideologias e preferiu não tocar o barco.

Uma baixa de peso para o governo Carlos Moisés, até porque Tiago Savi Mondo foi escolhido através de critérios técnicos, através de entrevistas com o governador e claro, com base em projetos que ele pretendia desenvolver na Santur com ideia de fomentar o turismo. Algo que preocupa muito. Porque interferências políticas não podem nortear um governo que se diz técnico, que chegou para fazer diferente e que foi eleito para dar resultados diferentes de governos anteriores. A política, agora, precisa ficar de lado. Nada justifica uma cobrança desnecessária com ao professor Tiago Savi Mondo onde que os projetos que ele pretendia desenvolver com toda sua experiência no turismo deveriam ter falado mais alto.
Não foi o que aconteceu, é a primeira baixa do governo Moisés. E vamos ver o que mais pode acontecer se Carlos Moisés não bater na mesa e mostrar para sua equipe e para lideranças do partido que agora a política fica de lado, que as escolhas são técnicas e que os secretários e comissionados vão ter que apresentar resultados.

Equipe sendo montada

O governador Carlos Moisés, PSL, continua montando sua equipe de governo. Até agora foram 625 exonerações de cargos comissionados e apenas 268 nomeações para cargos de confiança. Novos nomes devem ser anunciados nos próximos dias. Na sexta-feira, o governador nomeou 143 novos cargos e exonerou outros 50, de acordo com a última atualização do diário oficial do estado.

Pente fino

O que já gerou uma grande polêmica no governo Michel Temer, MDB, deve voltar à pauta no governo de Jair Bolsonaro, PSL. A equipe de governo de Bolsonaro quer realizar um grande pente fino em todos os beneficiários do INSS. Um decreto deve ser assinado pelo presidente e encaminhado para o Congresso. A operação pretende descobrir irregularidades.

CPI no transporte

Em apenas um dia de campanha o Movimento Acredito, de renovação política, alcança mais de duas mil assinaturas online para a abertura de uma CPI do Consórcio Fênix em Florianópolis. O Líder da campanha “CPI Já” e representante cívico do Movimento em SC, Israel Rocha, alerta que há muito para ser investigado desde a licitação até os cálculos do aumento da passagem que assustou os usuários do transporte na cidade.

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