A corrida pela presidência da Alesc

Se até agora a expectativa era para a posse do novo governador e a escolha dos novos secretários do estado, a situação mudou. O que se fala agora no meio político são as tratativas para a escolha do novo presidente da Alesc, que vai ter papel fundamental não somente dentro do legislativo como também no executivo. Até porque a Assembleia Legislativa, até o momento, não é fechada com blocos de maioria como vinha acontecendo em legislações anteriores onde o governador nos últimos 10 anos sempre teve a maioria na Alesc e não enfrentou grandes dificuldades para aprovar projetos, ou, até mesmo, para arquivar outros, como os pedidos de impeachment que chegaram na Assembleia contra o governador Raimundo Colombo.

Por isso, desta vez, a Assembleia Legislativa terá um papel fundamental, de a cada projeto decidir de uma forma diferente, discutindo e votando de acordo com cada ideia, sem essa questão de maioria ou o “blocão da oposição”. Será uma legislatura diferente na Alesc, e o papel do presidente terá papel fundamental, seja para apoiar o governador, seja para fazer oposição. Por enquanto, quem se destaca para vencer as eleições e ficar com a presidência da Alesc é o deputado Júlio Garcia, do PSD, partido que perdeu as eleições agora em outubro.

A princípio, seria, portanto, oposição ao executivo, mas na prática isso pode não acontecer. Eu explico: é que o PSD já conseguiu o apoio de alguns partidos para ficar com a presidência da Alesc, como por exemplo o MDB e o próprio PSB, mas ainda precisa de mais votos, por isso não descarta um acordo com o próprio PSL num grande acordo para que Júlio Garcia seja confirmado como presidente da Assembleia. Diferente do que acontece no cenário nacional, onde o PSL de Jair Bolsonaro já se posicionou a favor da candidatura de Rodrigo Maia, do DEM, para a presidência da Câmara dos Deputados, aqui em Santa Catarina o PSL não se posicionou. Até o fechamento desta edição tentamos contato com o presidente da sigla aqui no estado, Lucas Esmeraldino, mas ainda não recebemos a decisão que o PSL vai tomar com relação a escolha do novo presidente da Alesc.

Planos para a educação

O novo secretário de educação do estado, Natalino Uggioni, reuniu os diretores da pasta nesta semana. Foi a primeira reunião entre eles. A ideia é ficar por dentro das ações que estão sendo feitas, tanto no campo pedagógico quanto na área financeira da secretaria de educação, sem falar da infraestrutura escolar e também outros programas que fazem parte da pasta. Uggioni quer entender o que já está sendo planejado para 2019, até porque tem pouco tempo para fazer mudanças e para planejar o ano letivo deste ano.

Saldando dívidas

A prefeitura de Criciúma deve quitar a dívida que tem com o Hospital São José da cidade, o valor chega a 11 milhões de reais, acumulados nos últimos anos. O prefeito Clésio Salvaro esteve com a diretoria do hospital e afirmou que vai liberar 5 milhões e 100 mil reais a serem pagos à vista para a entidade, o restante será repassado através de um convênio com o hospital. O Hospital São José é o maior da região sul do estado e não atende apenas Criciúma, mas também outras cidades da região. Nos últimos anos, a unidade chegou a anunciar greve por falta de repasses tanto da prefeitura quanto do governo do estado. Salvaro quer deixar tudo em dia com a administração do hospital para que não exista o perigo do fechamento das portas da unidade e a falta de atendimento à população.

Mobilidade da grande Florianópolis

As reivindicações ao novo governador já começaram a chegar no Centro Administrativo. O governador Carlos Moisés recebeu uma comitiva do Conselho Metropolitano para o Desenvolvimento da Grande Florianópolis. Os membros discutiram junto com o governador alguns imbróglios que a cidade e também que a região da capital tem enfrentado nos últimos anos. Segundo o próprio conselho, a agenda foi positiva com o governador e novos encontros devem acontecer para traçar metas para a região metropolitana e assim buscar investimentos junto ao governo do estado e o governo federal. Um dos pontos discutidos foi, mais uma vez, a mobilidade urbana.

Cargos extintos

O prefeito da capital cortou 270 cargos de confiança na calada da noite, no último dia do ano de 2018. As exonerações eram prometidas desde a sua campanha, e aconteceram em diversos escalões do seu governo. O prefeito deve fazer uma avaliação da nova estrutura que pretende montar e não descarta que algumas das pessoas exoneradas voltem para as suas funções.

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