Paulo Matias: Câmara aprova financiamento de R$ 14,5 milhões em Urussanga

Na noite em que Casa Legislativa urussanguense recebeu talvez o maior número de munícipes que se tem registro, foram a plenário uma emenda que buscava a redução do financiamento para R$ 5 milhões, apresentada pela oposição, um parecer de inconstitucionalidade vindo da Comissão Constituição e Justiça (CCJ) e por último o projeto que poderia autorizar o executivo a contratar o financiamento da modalidade FINISA, junto a Caixa Econômica Federal, no valor de R$ 14, 5 milhões.

Desde o dia 02 do deste mês quando chegou à Câmara de Vereadores com pedido de tramitação em Regime de Urgência o qual já não foi aprovado, aconteceram na mesma casa uma reunião para explanação sobre a destinação dos valores e obras prioritárias promovida pelo executivo, e uma Sessão Extraordináriaconvocada pelo presidente da mesa, Odivaldo Bonetti, que não contou com quórum.

Ontem com o compromisso firmado entre o prefeito municipal Gustavo Cancellier e o vereador do MDB, Vanderlei Marcirio “Deco”, para a devolução de R$ 4,5 milhões, foi formada a maioria simples necessária para aprovação do referido projeto, o qual vai resultar então na entrada de R$ 10 milhões no caixa do município, frente ao montante concluído pelo Planejamento Estratégico de aproximadamente R$ 32 milhões, os quais seriam necessários para realização de todas as obras elencada no citado estudo.

Ao final da longa reunião onde alguns dos presentes, felizmente poucos, demonstraram não saber se comportar em um parlamento, dizendo-se mesmo assim satisfeito, o prefeito Gustavo ressaltou a presença da população e o papel dos vereadores, citando especialmente edil de oposição Vanderlei Marcirio, que com o seu voto permitiu a aprovação. “Antes do que nada vamos aprovar os R$ 10 milhões e vamos colocar essa cidade pra frente”, frisou o prefeito.

“Deco”, do MDB, que firmou o compromisso com prefeito da devolução dos R$ 4,5 milhões, para votar favorável ao projeto explicou sua posição afirmado que desde o início foi favorável por entender a importância e necessidade das obras apontadas. E ressaltou que uma vez que o prefeito concordou com a redução para R$ 10 milhões, valor que o edil entende não comprometer o erário do município. “Nosso comércio e a nossa indústria estão tão passando um momento terrível e quem sabe está aí a solução pra nós alavancar”, reiterou o vereador de oposição, que fez também questão de dizer que o prefeito assumiu esse compromisso com a população.

 Jair Nandi do PSD, que lançou o parecer da CCJ a qual preside de inconstitucionalidade, o qual foi derrubadoem plenário, esclareceu que se pautou na própria Lei Orgânica concluindo que deveria tratar-se de Lei Complementar, mas como a Casa é soberana e entendeu de maneira diversa e o projeto seguiu para votação.

Na votação que definiu a aprovação do projeto de financiamento, a vereadora Vanir Mazzucco Cacciatori do MDB se absteve e os edis Jair Nandi do PSD e Elson Roberto Ramos, também do MDB e eleito pelo PT, Marcos Silveira, foram contrários e vencidos.

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