Comandante Moisés quer reforma administrativa, disse não ser sombra de Bolsonaro e nega aliança com o MDB

 

Na entrevista concedida pelo candidato do PSL ao governo de Santa Catarina ao SBT Meio-dia desta segunda-feira, Comandante Moisés reforçou que está preparado para assumir o estado. Quando indagado sobre a onda Bolsonaro, ele foi enfático e disse que sente que o povo aposta nele. Pelo menos esse é o que ele sente quando encontra seus eleitores nas ruas pelo Estado. Moisés disse que tem ouvido as lideranças da indústria e comércio para compreender as intenções de cada segmento do governo.

Eu questionei o candidato se o eleitor votava nele por convicção, ou apenas para apoiar Bolsonaro. Também lembrei que agora ele precisa de maioria para vencer, fiz isso para perguntar sobre possíveis apoios, como o do MDB. Segundo ele, nunca houve conversas com dirigentes partidários. Só o tempo vai dizer. O MDB adora apoiar quem está no poder. Gostei quando ele falou que também tem ideias e pensamentos diferentes de Bolsonaro.

A principal bandeira de sua campanha é enxugar a máquina pública para tirar os recursos necessários para investir na segurança pública. O candidato falou da possibilidade de rever os investimentos em saúde, educação e segurança para aplicá-los de uma forma mais inteligente e que traga retorno para o estado. “O estado pode gastar menos e melhor”, disse o Comandante.

Ainda sobre a diminuição do estado, Moisés estimou que vai reduzir os cargos comissionados a mais de 1000, dos 1400 que existem hoje, e redução das secretarias em 50%. O candidato falou ainda dos cargos em duplicidade que existem nas secretarias e que enxugar estes cargos já aliviariam o estado. Moisés disse que não tem como prioridade privatizar nenhuma empresa pública e reiterou que os boatos que saíram sobre este assunto são “fake news”. Moisés não pretende privatizar Casan e Celesc.

 

No entanto, o candidato do PSL, não explicou com detalhes como vão ser os cortes. Falou muito sobre a vontade de acabar ou fundir algumas secretarias, principalmente as regionais, mas, mas não me deixou satisfeito com relação a este governo enxuto que pretende fazer caso eleito. O Ponto importante, que quero destacar, é a reforma administrativa que o candidato cogitou e que pretende enviar para Alesc, antes mesmo do fim do ano. A ideia é reformar a administração do governo já a partir de janeiro.  Achei interessante, quero saber como os deputados vão reagir.

Sobre a agricultura, Moisés defendeu que os investimentos devem aumentar, sendo que o setor agrícola representa 29% do PIB do estado. Sobre o assunto, o Comandante disse que pretende aliar a tecnologia à produção do campo, para facilitar a vida do produtor.

Eu fiz questão de questionar o candidato sobre a agricultura, que sempre aparece como destaque nas campanhas eleitorais, mas que hoje fica com apenas 2,67% da arrecadação total do estado.

Nesta terça-feira o sbt Meio-Dia recebe o candidato do PSD, Gelson Merisio.

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